Como eu gostaria de ser ensinada na Infância
Até os oito anos de idade, vivi na zona rural com minha família e, aos cinco anos já freqüentava a escola. Lá tudo era precário, o espaço da sala de aula era cedido por um morador, também nele era onde aconteciam as festas, na verdade uma única por ano, na época dos festejos do padroeiro da localidade chamada Camirim.
Tínhamos que levar a cadeira para a sala de aula, pois não tinha nenhum assento, mas bom mesmo era a hora da merenda, dava briga entre as crianças na disputa de quem iria raspar a panela, principalmente no dia do mingau.
Com relação ao que experimentei de leitura e escrita a princípio foi com meu avô, pois muito sábio e evangélico, todo o dia ao visitá-lo fazia ouvir trechos da bíblia e quando aprendi a ler, era orientada a fazer a leitura e compreender.
Na escola a luta para aprender a codificar a escrita e a ler foi grande, tenho marcas até hoje, lembro-me da mão da professora apertando a minha mão para seguir os pontilhados das letras, a maioria das pessoas domina o lápis até o terceiro dedo, eu seguro até o quarto, e quando escrevo muito ele fica amassado.
Não me sinto à vontade em apresentar oralmente na frente dos colegas, pois isto não me foi proporcionado até o Ensino Médio, e quando isto acontecia, era na hora da sabatina da tabuada, mais um agravante percebo para a minha insegurança, Se tivesse tido a oportunidade de mudar algumas coisas quanto a minha educação, seria proporcionar momentos que desenvolvesse em mim mais segurança e autonomia.
Muitas outras coisas me aconteceram, mas no momento foi o que veio na memória
Jeane Amorim Ribeiro
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