domingo, 18 de novembro de 2012

Relação do filme “Colcha de retalho” com o texto de Elizeu Clementino de Souza “ O eu o outro e as diferenças individuais e culturais.

O filme “Colcha de retalho” traz em momentos nostálgicos as experiências que senhoras viveram no passado e ao construir uma colcha de retalho reviviam em suas memórias aquelas situações marcantes das suas vidas. É perceptível a identidade de cada um nos aspectos culturais apresentados no filme, o preconceito da época, casamento, monogamia, filhos, liberdade sexual. Questões importantes para o processo de autoformação do sujeito, e contribuição para uma tomada de consciência individual e coletiva.
       O texto “O eu, o outro e as diferenças individuais e culturais” de Elizeu Clementino de Souza, reforça o que foi enfatizado no filme sobre as discussões por identidade, pois ele acrescenta afirmando compreender a educação como processo de autotransformação do sujeito, que envolve e provoca aprendizagem em diferentes domínios da existência, traduzindo seu modo de ser, estar sentir, refletir e agir. Não apenas na transmissão de conhecimentos, mas, na globalização da vida.
E concordo com o autor quando coloca que as histórias, as representações e as narrativas de formação marcam aprendizagens tanto na dimensão pessoal, quanto profissional. Cada um tem uma história de vida e através dela poder fazer o seu diferencial, podendo retomar, repensar e construir um novo significado para a sua história.
                                                                                              
              Jeane Amorim Ribeiro
Como eu gostaria de ser ensinada na Infância

Até os oito anos de idade, vivi na zona rural com minha família e, aos cinco anos já freqüentava a escola. Lá tudo era precário, o espaço da sala de aula era cedido por um morador, também nele era onde aconteciam as festas, na verdade uma única por ano, na época dos festejos do padroeiro da localidade chamada Camirim.
Tínhamos que levar a cadeira para a sala de aula, pois não tinha nenhum assento, mas bom mesmo era a hora da merenda, dava briga entre as crianças na disputa de quem iria raspar a panela, principalmente no dia do mingau.
Com relação ao que experimentei de leitura e escrita a princípio foi com meu avô, pois muito sábio e evangélico, todo o dia ao visitá-lo fazia ouvir trechos da bíblia e quando aprendi a ler, era orientada a fazer a leitura e compreender.
Na escola a luta para aprender a codificar a escrita e a ler foi grande, tenho marcas até hoje, lembro-me da mão da professora apertando a minha mão para seguir os pontilhados das letras, a maioria das pessoas domina o lápis até o terceiro dedo, eu seguro até o quarto, e quando escrevo muito ele fica amassado.
Não me sinto à vontade em apresentar oralmente na frente dos colegas, pois isto não me foi proporcionado até o Ensino Médio, e quando isto acontecia, era na hora da sabatina da tabuada, mais um agravante percebo para a minha insegurança, Se tivesse tido a oportunidade de mudar algumas coisas quanto a minha educação, seria proporcionar momentos que desenvolvesse em mim mais segurança e autonomia.
Muitas outras coisas me aconteceram, mas no momento foi o que veio na memória
                                                                                      Jeane Amorim Ribeiro