O filme “Colcha de retalho” traz em momentos nostálgicos as experiências que senhoras viveram no passado e ao construir uma colcha de retalho reviviam em suas memórias aquelas situações marcantes das suas vidas. É perceptível a identidade de cada um nos aspectos culturais apresentados no filme, o preconceito da época, casamento, monogamia, filhos, liberdade sexual. Questões importantes para o processo de autoformação do sujeito, e contribuição para uma tomada de consciência individual e coletiva.
O texto “O eu, o outro e as diferenças individuais e culturais” de Elizeu Clementino de Souza, reforça o que foi enfatizado no filme sobre as discussões por identidade, pois ele acrescenta afirmando compreender a educação como processo de autotransformação do sujeito, que envolve e provoca aprendizagem em diferentes domínios da existência, traduzindo seu modo de ser, estar sentir, refletir e agir. Não apenas na transmissão de conhecimentos, mas, na globalização da vida.
E concordo com o autor quando coloca que as histórias, as representações e as narrativas de formação marcam aprendizagens tanto na dimensão pessoal, quanto profissional. Cada um tem uma história de vida e através dela poder fazer o seu diferencial, podendo retomar, repensar e construir um novo significado para a sua história.
Jeane Amorim Ribeiro